A senadora Hillary, a mulher maquiavélica, apareceu na convenção democrata em Denver ontem mesmo e provou, pelo seu discurso, que era uma forte candidata à presidência dos EUA e que o povo democrata teve razão em não se identificar com ela.
O discurso de Hillary foi radiante no apelo aos valores americanos, na glória e força de outros tempos, nos sons bem ritmados que outrora fizeram dançar o mundo, na crença religiosa perene no quotidiano e na certeza que serão os democratas a fazer este novo ciclo.
Óptimo discurso na forma e na entoação. Mas será que ela estava na convenção Democrata ou na Republicana?
O discurso de Hillary foi radiante no apelo aos valores americanos, na glória e força de outros tempos, nos sons bem ritmados que outrora fizeram dançar o mundo, na crença religiosa perene no quotidiano e na certeza que serão os democratas a fazer este novo ciclo.
Óptimo discurso na forma e na entoação. Mas será que ela estava na convenção Democrata ou na Republicana?
Hillary em Denver na Convenção Democrata
De facto Hillary continuou pelo diapasão da sua candidatura nas primárias, sabendo como um jogador de xadrez sabe que a jogada de agora tem por objectivo acertar em cheio na próxima, tentou retirar o eleitorado aos republicanos.
Karl Rove, estratega de Bush, nas últimas presidenciais afinou mais pelo voto religioso que faltou na primeira eleição de Bush do que na perda de eleitorado, sabia que a política da administração segurava o voto republicano mas era preciso captar os que não foram ás urnas (dentro da área).
Hillary sabia que perdia para um republicano senão corresse atrás dos votos dele. Não bastaria o Iraque, não bastaria as tropelias de Bush e assim sendo havia que caminhar em direcção ao moderado eleitor republicano, os seus apelos vão por aí.
Hillary, ao contrário de Obama, sabe que e eleições presidenciais nos EUA nunca são ganhas por um cordeiro, serão sempre ganhas por um lobo vestidinho de cordeiro.


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